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Diz-se que o exame de sangue prevê risco de obesidade e diabetes


É possível prever problemas de peso?

Muitas pessoas provavelmente estão interessadas no risco de ficarem com sobrepeso e obesas. Agora, foi desenvolvido um novo teste capaz de identificar pessoas com maior risco de ficar acima do peso e sofrer de doenças como diabetes, pressão alta e dislipidemia.

No atual estudo da Universidade de Campinas (UNICAMP), no Brasil, foi desenvolvido um programa de computador que analisa moléculas no plasma sanguíneo para procurar biomarcadores que indiquem excesso de peso ou várias doenças. Os resultados do estudo foram publicados na revista de língua inglesa "Frontiers in Bioengineering and Biotechnology".

A precisão é de 90%

O novo teste tem 90% de precisão quando se trata de determinar se um indivíduo ganhará peso sem nenhuma intervenção. O teste também mostra se há risco de doenças como diabetes, pressão alta e dislipidemia. No futuro, o teste poderá permitir que pessoas com maior risco recomendem mudanças no estilo de vida antes que surjam problemas de saúde em potencial.

Obesidade e obesidade na Alemanha

Esse teste pode ajudar a reduzir o número de pessoas com sobrepeso e obesidade. Somente na Alemanha, dois terços dos homens (67%) e metade das mulheres (53%) sofrem de obesidade, segundo o Instituto Robert Koch. Um quarto dos adultos (23% dos homens e 24% das mulheres) está muito acima do peso.

Teste envolve análise por espectrômetro de massa

O teste consiste em uma análise por espectrômetro de massa, a fim de registrar todos os metabólitos presentes no sangue do paciente e criar um perfil dos vários processos metabólicos que atuam no organismo. Os dados obtidos são então analisados ​​pelo software recém-desenvolvido.

O sangue é testado para cinco metabolitos

"O programa examina a amostra de sangue em busca de cinco metabólitos que atuam como biomarcadores com potencial para prever ganho de peso", diz o autor do estudo, professor Rodrigo Ramos Catharino, da Universidade de Campinas, em um comunicado à imprensa. Se um desses biomarcadores estiver presente na amostra, por exemplo, a pessoa afetada tende a desenvolver diabetes se desenvolver obesidade, acrescenta o especialista.

O software pode ser baixado gratuitamente da Internet

Como os arquivos de software são de código aberto, eles podem ser baixados gratuitamente da Internet. Qualquer profissional de saúde com acesso a um espectrômetro de massa pode aplicar a nova metodologia. É uma técnica barata, tudo o que é necessário é um espectrômetro de massa.

Programa aprendido com a ajuda de exames de sangue

A metodologia desenvolvida na UNICAMP combina metabolômica (a análise de todos os metabólitos em uma amostra biológica) com aprendizado de máquina. Os pesquisadores usaram dados obtidos da análise de amostras de sangue de 180 pessoas para ensinar o programa a reconhecer um padrão específico associado ao ganho de peso.

Metade dos participantes teve problemas de peso

Metade dos voluntários incluídos no estudo foram classificados como saudáveis ​​no índice de massa corporal (IMC), enquanto os demais apresentaram graus variados de sobrepeso ou obesidade. Medidas antropométricas (peso, altura e massa corporal) foram realizadas para todos os participantes. Também foi preenchido um questionário sobre histórico familiar de doenças crônicas, idade e sexo.

Cinco metabólitos foram capazes de prever o ganho de peso

Os pesquisadores descobriram que 18 metabólitos podem servir como biomarcadores para processos metabólicos relacionados ao acúmulo de gordura, cinco dos quais têm o potencial de prever ganho de peso.

Efeitos da prostaglandina B2 e carboxi-leucotrieno B4

“A prostaglandina B2 e o carboxi-leucotrieno B4 são metabólitos do ácido araquidônico [um ácido graxo da família ômega-6] que se sabe estar envolvido em processos inflamatórios, recrutamento de células no local da inflamação e produção de espécies reativas de oxigênio [um excesso disso afeta a função celular] ”, afirma a autora do estudo Flávia Luísa Dias-Audibert, da Universidade Estadual de Campinas.

Inflamação crônica como processo prejudicial na obesidade

Duas outras moléculas importantes identificadas foram argininosuccinato e di-hidrobiopterina, ambas envolvidas no ciclo do óxido nítrico e podem ser vistas como marcadores da produção de radicais livres. A combinação desses biomarcadores indica que o feedback da cascata inflamatória ocorre em pessoas com sobrepeso. Essa descoberta é consistente com os resultados de vários estudos que descrevem a inflamação crônica de baixa qualidade como um dos processos prejudiciais ativos na obesidade, explicam os pesquisadores.

O CMPF é o elo entre obesidade e diabetes?

O quinto biomarcador que emergiu como um potencial preditor de ganho de peso foi o ácido carboxi-metil-propil-furanpropanóico (CMPF), um metabólito que tem sido associado à disfunção produtora de insulina no pâncreas e ao desenvolvimento de diabetes. Como também havia diabéticos no grupo de estudo, esse biomarcador poderia ser o elo entre ganho de peso e diabetes, especula Dias-Audibert.

Teste pode prever a eficácia dos tratamentos

O programa de computador pode ser usado pelos profissionais de saúde para avaliar a eficácia de um tratamento prescrito para reduzir o percentual de gordura corporal de um paciente. Portanto, antes que uma pessoa perca peso, é possível saber se a intervenção será eficaz ou não. (Como)

Informação do autor e fonte

Este texto corresponde às especificações da literatura médica, diretrizes médicas e estudos atuais e foi verificado por médicos.

Inchar:

  • Flávia Luísa Dias-Audibert, Luiz Claudio Navarro, Diogo Noin de Oliveira, Jeany Delafiori, Carlos Fernando et al.: Combinando Machine Learning e Metabolomics para identificar biomarcadores de ganho de peso, em Frontiers in Bioengineering and Biotechnology (publicado em 24 de janeiro de 2020), Frontiers in Bioengenharia e Biotecnologia
  • Obesidade e obesidade, Instituto Robert Koch, RKI
  • Novo exame de sangue aponta risco de ganho de peso e diabetes, Fundação de Pesquisa de São Paulo (26/02/2020), FAPESP


Vídeo: PALESTRA CRF-PR: Diabetes Mellitus (Janeiro 2022).