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O sal é uma possível fonte de alergias e neurodermatite


Foi demonstrada uma concentração aumentada de sal na pele doente

Alergias e doenças de pele como neurodermatite são muito comuns em países industrializados como a Alemanha. Cerca de cada terceira pessoa desenvolve uma alergia no decorrer de sua vida, em média, cada décima criança sofre de neurodermatite. As causas que levam a uma alergia ainda são desconhecidas. Uma equipe de pesquisa alemã mostrou agora em um estudo que o sal comum de mesa está envolvido nas reações imunológicas alérgicas da pele.

Uma equipe da Universidade Técnica de Munique (TUM) fez uma grande descoberta em reações alérgicas que afetam a pele. Aparentemente, o sal no corpo influencia as reações alérgicas, responsáveis ​​pela neurodermatite, entre outras coisas. Os pesquisadores mostraram pela primeira vez que o sal está diretamente ligado a reações no sistema imunológico, que levam à defesa do organismo contra seu próprio organismo. Os resultados da pesquisa foram recentemente publicados na renomada revista "Science Translational Medcine".

Sal de mesa vital como um gatilho para alergias?

O sal de mesa é vital para pessoas e animais, porque o sal regula o equilíbrio de eletrólitos e fluidos do corpo. Sem sal, vários processos metabólicos não poderiam ocorrer, os nutrientes necessários não podiam ser dissolvidos e os produtos residuais não podiam ser removidos. Muito sal é considerado prejudicial à saúde e é suspeito de causar pressão alta. Os últimos resultados de pesquisa da TUM agora vinculam o sal a reações alérgicas.

Como se desenvolvem as reações imunes alérgicas?

Como relatam os pesquisadores da TUM, as chamadas células T desempenham um papel importante nas doenças imunológicas. Essas células fazem parte do sistema imunológico e geralmente garantem a eliminação de possíveis patógenos. Nas doenças alérgicas, no entanto, há um mau funcionamento nas células T, que incorretamente leva a componentes do próprio corpo sendo atacados.

O que o sal tem a ver com reações alérgicas?

A equipe da professora Christina Zielinski descobriu que o sal ajuda a reprogramar as células T no subconjunto de células Th2. Segundo o estudo, as células Th2 garantem a liberação das substâncias mensageiras interleucina-4 (IL-4) e interleucina-13 (IL-13). A IL-4 e a IL-13, por sua vez, sempre aparecem em conexão com reações alérgicas da pele. "Os sinais dos íons do sal, portanto, desempenham um papel na formação e controle das células Th2", explica o professor Zielinski em um comunicado à imprensa sobre os resultados do estudo. Exatamente o que causa esse controle incorreto ainda é desconhecido.

Altos níveis de sal na pele em pessoas com eczema

Em investigações adicionais, a equipe mediu a concentração de sal em áreas de pele doentes de pessoas com neurodermatite. Verificou-se que o valor de sódio na pele afetada pelo eczema é até 30 vezes maior do que na pele saudável. "O aumento dos níveis de sódio na pele afetada vai bem com outra propriedade da neurodermatite", explica o especialista. Já se sabe há muito tempo que existe um forte acúmulo da bactéria Staphylococcus aureus naqueles afetados por neurodermatite. Essas bactérias podem se reproduzir particularmente bem em condições salgadas.

Os que sofrem de alergias devem reduzir a ingestão de sal?

Como parte do estudo atual, os pesquisadores não conseguiram descobrir como as altas quantidades de sal entram na pele. "Também não sabemos se uma dieta com pouco ou muito sal pode influenciar o desenvolvimento ou o curso de neurodermatite ou outras doenças alérgicas", resume Zielinski. Agora isso deve se tornar o tópico central de um estudo que se baseia nesse conhecimento. (vB)

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